Uma inconstância real
A vida, uma insegurança total
Certezas temos de inevitáveis finais
Ao tempo somos desleais
Ao mundo somos imortais
Viver sem saber, destino de muitos
A certeza do ser e o que vai acontecer
Comforto de poucos
Como se render ao que parece tão louco?
Como perceber esse amor proposto?
Amor desarmado, amor inalterado
Amado somos, realidade imutável
Percepção á muitos falta
Inocência, compreensão, quase contraditórias
Será que realmente existe? Talvés se pergunte
O que pela vida o simples, o ingênuo, desvaneceu
Amor profundo, Maior que o mundo
Espera ansioso o abrir dos olhos, dos braços e do coração
Se abertos estão, entrará para sempre
Na inconstância que ando, sei da certeza a mão
Certeza hoje e sempre
Amada!
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